25 setembro 2006

Em livro, Jefferson envolve Lula e Dirceu com dinheiro de Furnas

Em "Nervos de Aço", livro que acaba de lançar, o ex-deputado federal Roberto Jefferson diz que contou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o PT e o PTB tinham acertado partilhar R$ 3 milhões arrecadados de empresas prestadoras de serviço à estatal Furnas Centrais Elétricas.Hoje se dizendo eleitor de Heloísa Helena (PSOL), Jefferson diz que o acordo fora firmado com o então ministro da Casa Civil, José Dirceu. Diante da surpresa que diz ter causado, Lula desconhecia o acordo, suspeita Jefferson, à época deputado federal pelo PTB.O diálogo com o presidente, na presença de Dirceu e do ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guias (PTB), é a principal novidade das 375 páginas de "Nervos de Aço" (editora Topbooks; R$ 39,90).Jefferson conta que aquele foi seu último encontro oficial com o presidente. Era a manhã de 26 de abril de 2005. No Palácio do Planalto, Lula quis saber a razão de o então diretor de Engenharia e Planejamento de Furnas, Dimas Toledo, não ter ainda sido substituído por um indicado pelo PTB, como acertado anteriormente."Roberto, por que está demorando tanto? Por que vocês não trocaram ainda, rapaz? Eu não quero manter esse cara lá. Por que ainda não saiu a nomeação do PTB? Vamos nomear o [Francisco] Spirandel?", teria dito Lula a Jefferson, que escreve ter sugerido ao presidente que Toledo fosse mantido."Lula não gostou: 'Pô, como é que é? Mas por quê? Vocês já estão fazendo acordo?' 'Já.' 'Que acordo é esse?', ele quis saber. 'Qual foi o acordo que vocês fizeram, porra?'."Jefferson explicou o que era o acordo. Segundo ele, Dirceu defendia internamente a permanência de Dimas Toledo, que caíra em desgraça com Lula por transferir mais de R$ 1 milhão ao governo de Minas Gerais, de Aécio Neves, do PSDB.Para não trocar Dimas por um petebista, Dirceu teria proposta a ele "um acerto direto entre o PT e o PTB", pelo qual os partidos dividiriam "a arrecadação mensal" de Furnas, "por meio de Dimas Toledo". O dinheiro seria arrecadado "entre empresas interessadas em contratos com Furnas".Segundo Jefferson, Lula se irritou com a explicação e não a aceitou. "Aquele senhor está traindo o governo, está fazendo o jogo do governador de Minas Gerais, e eu não quero a permanência dele. Não quero esse cara lá. Se você não tirar eu tiro e ofereço a outro partido. Tem que tirar!", teria dito o presidente, mandando, a seguir, Dirceu nomear Spirandel.O Palácio do Planalto foi informado do conteúdo do livro, mas não havia se manifestado até a conclusão desta edição. Dirceu não quis falar sobre o livro, informou sua assessoria.No livro, Jefferson não esclarece o destino dos R$ 4 milhões que o PT teria doado ao PTB em 2004. O PT sempre negou ter dado a verba ao partido, do qual, até hoje, é aliado. "Politicamente, recebi, tecnicamente, não. Não há dinheiro, logo não há cadáver, logo não há crime."O livro foi escrito a partir de relatos ao jornalista e escritor Luciano Trigo.
da Folha de S.Paulo, no Rio

22 setembro 2006

Suspense na eleição

Os problemas de Alckmin ainda não acabaram. Mas, graças à entrada em cena de um time completo de “personal dossiê adquirators” da equipe Tabajara de "inteligência" do PT, o que era impensável –a hipótese do segundo turno—ganhou ares de vaga possibilidade.
Duas novas pesquisas divulgadas nesta quinta -Ibope (gráfico abaixo) e Vox Populi- reiteram o favoritismo de Lula, num quadro que pode ser definido como estável. Mas o presidente oscilou para baixo em uma delas. E Alckmin deslizou para cima em ambas. De acordo com o Ibope, Lula foi de 50% para 49%; Alckmin,de 29% para 30%. Os pesquisadores do Ibope foram às ruas entre 18 e 20 de setembro.
Na sondagem do Vox Populi, Lula foi de 50% para 51%. E Alckmin, de 25% para 27%. A diferença é que a pesquisa do Vox Populi, realizada entre os dias 16 e 19 de setembro, foi fechada antes da do Ibope.
Para cavar uma vaga segura no segundo turno, Alckmin precisa abrir um dique nos índices de Lula. A fenda precisa ser grande o bastante para fazer escoar da taxa de intenções de voto do adversário algo como cinco pontos percentuais (coisa de 7 milhões de votos).
É fácil? De jeito nenhum. É impossível? Não. Sobretudo depois que o PT presenteou Alckmin com o “fato novo” que o tucanato procurava ou durante toda a campanha. Os especialistas, que antes descartavam o segundo turno em uníssono, agora soam mais cautelosos.
Correndo contra o tempo, os marqueteiros de Alckmin transformaram o dossiêgate no grande mote da propaganda televisiva. Nesta quinta, o programa tucano exibiu fúria inédita. Foi quase que totalmente tomado pelo esforço de vincular Lula ao novo escândalo.
Depois de associar todos os personagens do dossiêgate ao presidente –o assessor palaciano, o churrasqueiro, os funcionários do comitê reeleitoral e o coordenador da campanha—, a propaganda tucana proporcionou ao telespectador uma imagem que a Polícia Federal sonegara.
Exibiu-se na telinha uma pilha de papéis em formato de dinheiro para dar ao eleitor uma idéia do tamanho do monturo de notas apreendido com os petistas que transacionavam a compra do dossiê antitucano na semana passada. “Dinheiro vivo”, frisou o locutor.
O próprio Alckmin, que em programas anteriores vinha transferindo aos locutores as críticas a Lula, interveio diretamente. "O assessor especial está envolvido, auxiliares de Lula estão envolvidos, o presidente do PT está envolvido" disse o candidato, em timbre enfático. "Que presidente é esse que não sabe de nada, não viu nada? Um presidente tem a obrigação de saber o que se passa ao redor dele". Instou o eleitorado a “Varrer da história do país escândalos e mais escândalos."
Lula, que vinha ignorando olimpicamente os ataques, viu-se compelido a defender-se. A parte inicial do programa desta quinta foi reservada a um pronunciamento do presidente. Disse que a corrupção aparece porque seu governo não tentou “varrer o lixo para baixo do tapete”. Informou ter afastado todos os envolvidos no dossiêgate, inclusive Ricardo Berzoini, seu coordenador de campanha. Declarou-se avesso ao uso de dossiês –“Esse nunca foi e nunca será o meu estilo.”
O embate retórico será repisado nos programas que ainda restam até o dia da eleição. Serão mais três, sem contar as inserções distribuídas ao longo da programação. As próximas pesquisas dirão se o segundo turno –hoje uma vaga possibilidade—pode ou não ocorrer. Datafolha e Ibope informaram ao TSE que farão novas sondagens. A do Datafolha será fechada nesta sexta. A do Ibope, no domingo.

Por: Josias de Souza

Caso Celso Daniel

Interessante reportagem do "Jornal da Noite" da TV Bandeirantes que leva a crer que Celso Daniel teria sido morto a mando de integrantes da Prefeitura de Santo André, pois mantinha um dossiê com diversos envolvidos em corrupção. No vídeo aparece uma gravação telefônica entre Gilberto Carvalho (chefe de gabinete da Presidência) e Sérgio Gomes da Silva, o "Sombra", que acompanhava Celso Daniel no momento de seu seqüestro que acabaria em morte.

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21 setembro 2006

Sobre Hermano de Deus Nobre Alves e o MLST

Recebi nesta madrugada um e-mail da filha do Sr. Hermano de Deus Nobre Alves contestando o comentário que fiz no artigo intitulado "ABSURDO!". Em tom desrespeitoso e escrito de maneira a ser distribuído genericamente a vários órgãos de imprensa ("... exijo que este jornal se redima desta difamação.") não desmente a ligação do pai com o MLST. O principal lider do MLTS envolvido no "quebra-quebra" na Câmara dos Deputados foi o Sr. Bruno Maranhão.
Em respeito ao passado de combativo deputado e jornalista transcrevo a passagem de sua cassação que gerou a indenização tema do artigo.

"A gota d'água para a promulgação do AI-5 foi o pronunciamento do deputado Márcio Moreira Alves, do MDB, na Câmara, nos dias 2 e 3 de setembro, lançando um apelo para que o povo não participasse dos desfiles militares do 7 de Setembro e para que as moças, 'ardentes de liberdade', se recusassem a sair com oficiais. Na mesma ocasião outro deputado do MDB, Hermano Alves, escreveu uma série de artigos no Correio da Manhã considerados provocações. O ministro do Exército, Costa e Silva, atendendo ao apelo de seus colegas militares e do Conselho de Segurança Nacional, declarou que esses pronunciamentos eram 'ofensas e provocações irresponsáveis e intoleráveis'. O governo solicitou então ao Congresso a cassação dos dois deputados. Seguiram-se dias tensos no cenário político, entrecortados pela visita da rainha da Inglaterra ao Brasil, e no dia 12 de dezembro a Câmara recusou, por uma diferença de 75 votos (e com a colaboração da própria Arena), o pedido de licença para processar Márcio Moreira Alves. No dia seguinte foi baixado o AI-5 [e] foi decretado o recesso do Congresso Nacional por tempo indeterminado - só em outubro de 1969 o Congresso seria reaberto, para referendar a escolha do general Emílio Garrastazu Médici para a Presidência da República. Ao fim do mês de dezembro de 1968, 11 deputados federais foram cassados, entre eles Márcio Moreira Alves e Hermano Alves."
Fonte: Fundação Getúlio Vargas

Minha indignação refere-se aos altos valores pagos aos anistiados políticos. São justos? Talvez sim. Mas porque apenas para eles? Vejam o caso do acidente com o vôo 402 da TAM ocorrido em São Paulo em 31/10/1996. Após anos de disputas judiciais algumas viúvas e alguns poucos moradores da região atingida pelo avião receberam valores irrisórios diante de suas perdas. Vários ainda não viram a cor do dinheiro, isso prestes a completar dez anos do acidente.

20 setembro 2006

Em época de dossiês...


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Já que a baixaria começou, aí vai mais um dossiê. Digo baixaria pois sempre aparecem nos meses que antecedem as eleições e, no final, como diz um amigo meu, "não vira nada".

Crise do dossiê derruba Berzoini e Garcia assume campanha de Lula

A crise deflagrada pela compra de um dossiê contra o candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, José Serra, derrubou Ricardo Berzoini da coordenação geral da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele será substituído por Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência. A situação de Berzoini no PT e na campanha de Lula começou a ficar complicada após seu nome ser envolvido pela "Época" no episódio da compra do dossiê contra políticos tucanos.

Berzoini pode ser afastado da campanha

A "Operação Tabajara", apelido que o ministro Tarso Genro deu à tentativa de compra de um dossiê antitucanato, levou à berlinda Ricardo Berzoini, presidente do PT e coordenador da campanha de Lula. Pelo telefone, o presidente da República acompanhou, desde Nova York, os desdobramentos do ‘dossiêgate’. Parecia particularmente aborrecido com a súbita aparição de Berzoini no miolo do torvelinho.
A situação de Berzoini se complicou com a divulgação, nesta terça, de uma nota de Época (leia). A revista disse ter sido procurada por dois petistas interessados em empurrar denúncias contra José Serra. Um deles informou que, “no PT, apenas o presidente do partido, Ricardo Berzoini, havia sido avisado do encontro (...), mas sem ter conhecimento do conteúdo do material”.

Editado de: Josias de Souza

TSE aprova pedido para investigar Lula pelo caso do dossiê antitucano

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu abrir investigação judicial eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os suspeitos de envolvimento no dossiê contra candidatos tucanos. O corregedor-geral do TSE, César Asfor Rocha, acatou nesta terça-feira o pedido protocolado no tribunal pela coligação PSDB-PFL para a apuração das denúncias que o dossiê seria vendido ao PT como forma de prejudicar as candidaturas de José Serra e Geraldo Alckmin. O corregedor determinou a notificação imediata do presidente Lula e dos envolvidos no episódio para que sejam informados sobre o início das investigações. O advogado de Lula minimizou a decisão e disse que ela era uma "tempestade em copa d'água". Em Nova York, Lula disse que estão querendo melar a eleição.
Além de Lula, a ação protocolado pelo PSDB e PFL pede que o TSE investigue o ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, os dois envolvidos na compra do dossiê, Gedimar Pereira Passos e Valdebran Padilha da Silva, além do assessor especial da Presidência, Freud Godoy - apontado por Gedimar como o mandante da compra do dossiê. César Rocha também solicitou cópia do inquérito policial com informações sobre a venda do dossiê. O corregedor determinou à Polícia Federal que mantenha o TSE informado sobre todas as investigações realizadas na apuração do caso. Ele também pediu que a PF faça perícia no dinheiro (cerca de R$ 1,7 milhão) encontrado com Gedimar Passos no dia em que foi preso, após negociar a compra do dossiê.
Segundo o corregedor, a investigação se justifica uma vez que a Lei Eleitoral determina o cancelamento do registro da candidatura ou a cassação do diploma se for comprovado abuso do poder econômico para pagamentos de gastos eleitorais.

Punições

No pedido, a oposição acusa o ministro da Justiça, como chefe da Polícia Federal, de ter interferido na campanha à Presidência da República ao evitar o flagrante da compra do dossiê. Segundo o PSDB e o PFL, a Polícia Federal só permitiu a exposição pública do material apreendido em Cuiabá, com fotos e DVDs de Serra e Alckmin, fazendo a ligação dos tucanos com a máfia das ambulâncias --mas evitou a divulgação de imagens de Gedimar e Valdebran com o dinheiro para a compra do dossiê.
O ministro teria utilizado a máquina pública, segundo a oposição, em benefício da candidatura de Lula. Berzoini foi incluído no pedido por ser presidente do PT, apontado como o agente responsável pela compra do dossiê. Se o TSE concluir após as investigações que o presidente Lula teve participação na suposta compra do dossiê, ele pode ficar inelegível por três anos a partir da disputa de 2008. O presidente também corre o risco de perder o mandato se depois de empossado a oposição ingressar com recurso contra expedição de diploma ou com ação de impugnação do mandato, com base no resultado das investigações.

GABRIELA GUERREIRO, da Folha Online, em Brasília.

Livro imperdível

O brilhante jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de S.Paulo, lançou ontem - 19/09 - pela Publifolha, seu livro Políticos do Brasil - Uma Investigação Sobre o Patrimônio Declarado e a Ascensão Daqueles que Exercem o Poder. Nele Rodrigues apresenta uma análise inédita a respeito da atividade política no país e das pessoas que a exercem.

Para comprar acesse: PUBLIFOLHA

Para ver o Blog do Fernando Rodrigues CLIQUE AQUI.

16 setembro 2006

Os Vedoin acusam Serra

LEIA AQUI - NA ÍNTEGRA - A REPORTAGEM DA REVISTA ISTO É SOBRE O ENVOLVIMENTO DE JOSÉ SERRA NA MÁFIA DOS SANGUESSUGAS.

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Se você não tem o Adobe Acrobat Reader, baixe aqui.

15 setembro 2006

Assassinato do coronel Ubiratan expõe crimes da Assembléia paulista

O mistério ainda envolve o assassinato qual a toalha branca e felpuda cobria o cadáver no momento em que foi encontrado. A autoria do crime ainda não foi descoberta, mas a morte do coronel do Carandiru, Ubiratan Guimarães, 63 anos, deputado estadual do PTB, já deixou mais do que clara a forma escandalosa como a Assembléia Legislativa do maior, mais rico e supostamente mais moderno Estado do país funciona. Depois daquele crime, bem explícito na ampliação da foto, como num blow-up, vemos outro crime, mas agora a sangria é no seu bolso, caríssimo contribuinte paulista, que acha que essas coisas só acontecem no Nordeste e no faroeste dos ex-territórios como Rondônia, aqui citado como exemplo por causa da operação que prendeu por lá meio-mundo.

Além de abrigar a namorada Carla Cepollina como funcionária-fantasma, com salário de R$ 5 mil, meia dúzia de servidores do gabinete, pelo menos, estava a serviço do comitê eleitoral do coronel, que tentava ser reeleito. Tarefa que, com o pânico da violência em SP, parecia muito fácil. O discurso de Ubiratan era de uma nota só, com a bala única que o tirou a vida: morte aos bandidos! Levando-se em conta o dinheiro público, parece ter sido escutado… por alguém ainda desconhecido.

Carla, namorada agora posta como suspeita pelos assessores do coronel, com quem disputavam a hegemonia da campanha política, não é fantasma solitária na Assembléia. Essas práticas são comuns na Casa, onde as CPI´s -69 pedidos foram sepultados como cadáveres enigmáticos- são proibidas e acusações de “mensalões” e “mensalinhos” não são novidades desde que o repórter Frederico Vasconcelos, da “Folha”, revelou, em março desse ano, a existência de um esquema no qual verbas publicitárias de estatais do governo Geraldo Alckmin se transformavam, milagrosamente, em fortuna dos parlamentares do PSDB, PFL e demais aliados.

Um dos deputados do pefelê, Afanasio Jazadji, vice-líder do pefelê, afirmou que recebeu do próprio ex-governador, agora candidato do PSDB à presidência, uma proposta de repasse de recursos para que deixasse de infernizar a vida do Geraldo. Jazadji tem o mesmo discurso de “morte aos bandidos”, mas ao contrário de Ubiratan, sempre atacou a turma do Alckmin por ter deixado vingar o PCC na vida dos paulistanos.

Os assessores do ex mandatário do Palácio dos Bandeirantes informaram que tudo não passava de uma mentira do parlamentar pefelista. Pelo amor de Deus, opus Dei, amém, esse cara está mentindo.

E fica o dito pelo não dito. Aqui em São Paulo nada é apurado nos últimos 12 anos de gestões tucanas. Nós nos acostumamos a enxergar a corrupção apenas no Congresso, em Brasília, onde acontece mesmo e a praga fez morada, e como!, óbvio do óbvio, bem sabemos…

O mal é acharmos que a saúva faz estrago apenas nas roças dos fins de mundo, como classificamos tudo aquilo que não seja o terraço paulistano. Não podemos é continuar achando que, assim como as demais mazelas, corrupção é coisa de “baiano” e “paraíba”. Assim como no filme de Antonioni, “Blow-up”, quem fotografa o cadáver do coronel do Carandiru, acaba vendo, além dos possíveis beijos finais de quem pratica delitos passionais, crimes e mais crimes.

Xico Sá - Ponte Aérea

09 setembro 2006

Nova Política Social?

Um cidadão enfermo que necessite recorrer a um posto do INSS para realizar uma perícia médica com fins de afastamento do trabalho por motivo de doença e obter o benefício que lhe é de direito, não vá com muitas esperanças em conseguí-lo.
Acompanhei um caso onde uma senhora - após 1:50 hs de espera - foi atendida rispidamente pela perita que, ao final de 10 minutos de “perícia”, emitiu uma carta padrão, extraída do computador, com a assinatura do presidente do INSS, Sr. Valdir Moyses Simão, indeferindo o pedido de afastamento. Descrevendo o quadro médico da contribuinte:
Laudo do ortopedista: Síndrome do manguito rotador, Bursite do ombro direito e esquerdo, Tenossinovite estilóide radial [de Quervain], Espondilose, Dor lombar baixa, Fibromatose pseudossarcomatosa e Síndrome do túnel do carpo (um misto de fibromialgia, LER e Bursite) e o Laudo do Psiquiatra: Episódio depressivo grave. O que foi verbalizado pela perita: “problema crônico. Volte ao trabalho”. Não é necessário ser especialista para dizer que se é crônico ela deveria ser aposentada e não mandada de volta ao trabalho.
Esta senhora preenchia todos os requisitos exigidos pela Previdência para que fosse concedido o benefício. Terão sido equivocados ou falsos os laudos médicos que ela apresentou? Como pode uma “perita” em 10 minutos desqualificar diagnóstico de dois médicos especialistas? Ou ela terá sido vítima da política governamental de conceder o mínimo de benefícios em razão da falência da Previdência?
A contribuinte não era uma mensaleira, sanguessuga e muito menos responsável pelo rombo das contas públicas. Ela tem um direito que não foi respeitado, aliás, foi aviltado. A sugestão de recorrer à justiça, como a dada pela médica, só serve para protelar o sofrimento de quem necessita do benefício e congestionar mais ainda os Tribunais com processos desnecessários.
É hora de os brasileiros se mobilizarem para dar um basta a isso. Exijir para todos que se encontram nessa situação o simples cumprimento da Lei.

06 setembro 2006

Voto nulo não invalida eleição

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Marco Aurélio Mello, debelou de vez um mito que circula há meses na internet: o de que as eleições para deputados federais ou estaduais seriam anuladas no caso de mais da metade dos votos serem nulos. Segundo o ministro, não há lei que contenha essa determinação. A regra também inexiste na Constituição.

Marco Aurélio começa pela Constituição: "A Carta manda que o eleito para presidente tenha pelo menos 50% mais um dos votos válidos. Estão excluídos desse cálculo os brancos e os nulos. Mas se, por hipótese, 60% dos votos forem brancos ou nulos, o que não acredito que vá acontecer, os 40% de votos dados aos candidatos serão os válidos. Basta a um dos candidatos obter 20% mais um desses votos para estar eleito".

A Folha quis saber também do ministro se o Código Eleitoral (lei 4.737, de 1965) não respaldaria a tese de que 50% dos votos nulos resultariam na anulação da eleição. Marco Aurélio Mello respondeu de maneira taxativa: "Não". Na realidade, o que tem ocorrido nas correntes que circulam pela internet é uma leitura equivocada do Código Eleitoral e de algumas decisões antigas do TSE, que deixavam margem para dúvida. É que o artigo 224 diz o seguinte: "Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias".

O fato é que a "nulidade" à qual se refere esse artigo 224 do Código Eleitoral é aquela decorrente de fraude, de algum ilícito ou de acidente durante o processo eleitoral. Por exemplo, quando alguém usa documento falso para votar em nome de terceiro, ou quando as urnas se extraviam ou são furtadas. Isso fica claro no parágrafo 2º desse artigo, que determina ao Ministério Público promover "imediatamente a punição dos culpados".

"Quem vota nulo por vontade ou por erro não é culpado de nada nem pode ser punido, até porque o voto é dado de maneira secreta", diz Marco Aurélio.

Para reforçar seu entendimento, ele cita os artigos anteriores ao 224, que tratam também da nulidade dos votos. O artigo 220 diz que existe a anulação se a votação foi "perante mesa não nomeada pelo juiz eleitoral", "em folhas de votação falsas", realizada "em dia, hora, ou local diferentes do designado ou encerrada antes das 17 horas" ou "quando preterida formalidade essencial do sigilo dos sufrágios". Ou seja, nada que esteja relacionado ao voto nulo dado pelo eleitor. O artigo 222 é claro sobre as possibilidades de anulação: "É também anulável a votação, quando viciada de falsidade, fraude, coação (...) ou emprego de processo de propaganda ou captação de sufrágios vedado por lei".

Da Folha Online

MESMICE

O mar de lama nos escândalos do mensalão e sanguessugas envolve 20% do Congresso Nacional. E o fato não é exclusividade do Congresso. Encontram-se situações semelhantes no Poder Legislativo, em nível estadual e municipal.
E a corrupção faz escola na política brasileira, indistintamente. Muitos dos neopolíticos, candidatos às próximas eleições, já montam sua estratégia moldada no exemplo dos portadores de cargos eletivos com rabo preso.
Compra de votos, caixa dois, acordos espúrios e muita lorota são os principais ingredientes das campanhas de muitos dos neopolíticos. E no retorno esperado, se eleitos, o que menos pesa são os polpudos salários dos cargos eletivos, que ficam pequenos perto das vantagens oferecidas pela possível corrupção.
Varios políticos envolvidos em escândalos – e que expertamente – renunciaram antes de uma possível, mas improvavel cassação, aparecem na maior cara de pau na TV pedindo voto para os eleitores incautos. Pode ter certeza, muitos irão se reeleger.
A plebe irá mais uma vez comparecer às urnas sem informação, cumprindo com sua obrigação e ajudando a perpetuar a mesmice política brasileira.
Pelo fim do voto obrigatório JÁ !

24 agosto 2006

AVISO

Experiências anteriores recomendam:

Políticos, assim como fraldas, devem ser trocados constantemente, pelo mesmo motivo!

23 agosto 2006

ABSURDO !

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

GABINETE DO MINISTRO

PORTARIA Nº 1.600, DE 22 DE AGOSTO DE 2005

O MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA , no uso de suasatribuições legais,com fulcro no artigo 10 da Lei nº. 10.559, de 13 denovembro de 2002, publicada no Diário Oficial de 14 de novembro de 2002 econsiderando o resultado do julgamento proferido pela Primeira Câmara daComissão de Anistia , na sessão realizada no dia 16 de março de 2005, no Requerimento de Anistia nº. 2003.01.17634, resolve:Reconhecer a condição de anistiado político de HERMANO DE DEUS NOBRE ALVES, concedendo-lhe as reparações econômicas, de caráter indenizatório, em prestação única pela cassação de seu mandato de Deputado Federal e suspensão de seus direitos políticos por 10 (dez ) anos, no valor correspondente a 300(trezentos) salários mínimos, equivalente nesta data a R$ 90.000,00 (noventamil reais), e em prestação mensal , permanente e continuada , pela perda deemprego de Jornalista , no valor de R$ 14.777,50 (quatorze mil, setecentos e setenta e sete reais e cinqüenta centavos), em substituição à aposentadoriaexcepcional de anistiado político, proveniente do beneficio do INSS nº. 58/1103022854, sendo que, os efeitos financeiros retroativos incidirão somentena diferença entre o valor concedido e o valor de R$ 2.095,54 ( dois mil ,noventa e cinco reais e cinqüenta e quatro centavos), que já percebe, totalizando o valor de R$ 12.681,96 (doze mil , seiscentos e oitenta e um reaise noventa e seis centavos), com efeitos retroativos de 16.03.2005 a 07.02.1992,perfazendo um total indenizável de R$ 2.160.794,62 (dois milhões, cento esessenta mil , setecentos e noventa e quatro reais e sessenta e dois centavos) ,nos termos do artigo 1º., incisos I e II c. e artigos 4º., § 2º., e 19 da Leinº. 10.559 , de 2002.

MÁRCIO THOMAZ BASTOS

HERMANO DE DEUS NOBRE ALVES, é o chefe do MLST que liderou o "quebra-quebra" na Câmara dos Deputados !

17 agosto 2006

COMPARAÇÕES PERTINENTES E VERGONHOSAS

Diamantina, interior de Minas, 1914.
O jovem Juscelino Kubitschek, de 12 anos, ganha seu primeiro par de sapato. Passou fome. Jurou estudar e ser alguém. Com inúmeras dificuldades, concluiu Medicina e se especializou em Paris. Como presidente, modernizou o Brasil.

Brasília, 2003.
Lula assume a presidência. Arrogante, se vangloria de não ter estudado. Acha bobagem falar inglês. "Tenho diploma da vida", afirma. E para ele basta. Meses depois, diz que ler é um hábito chato. Quando era sindicalista, percebeu que poderia ganhar sem estudar, e sem trabalhar, sua meta até hoje, ao que parece. Exemplo para estudantes e trabalhadores...

Londres, 1940.
Os bombardeios são diários, e uma invasão aeronaval nazista é iminente. O primeiro-ministro W. Churchill pede ao rei George VI que vá para o Canadá. Tranqüilo, o rei avisa que não vai. Churchill insiste: então que, ao menos, vá a rainha com as filhas. Elas não aceitam e a filha mais velha entra no exército britânico; como tenente-enfermeira, sua função é recolher feridos em meio aos bombardeios.
Hoje ela é a rainha Elizabeth II.

Brasília, 2005.
A primeira-dama Marisa Letícia requer cidadania italiana - e consegue. Explica, ingenuamente, que quer "um futuro melhor para seus filhos...". De quebra ainda consegue estender a cidadania para a família inteira (adivinha por quê...).

Washington, 1974.
A imprensa americana descobre que o presidente Richard Nixon está envolvido até o pescoço no caso Watergate. Ele nega, mas jornais e Congresso o encostam contra a parede, e ele acaba confessando. Renuncia nesse mesmo ano, pedindo desculpas ao povo.

Brasília, 2005.
Flagrado no maior escândalo de corrupção da história do País, e tentando disfarçar o desvio de dinheiro público em caixa 2, Lula é instado a se explicar. Ante as muitas provas, Lula repete o "eu não sabia de nada!", e ainda acusa a imprensa de persegui-lo, posando como vítima. Disse que foi "traído...", mas não conta por quem.

Londres, 2001.
O filho mais velho do primeiro-ministro Tony Blair é detido, embriagado, pela polícia. Sem saber quem ele é, avisam que vão ligar para seu pai buscá-lo. Com medo de envolver o pai num escândalo, o adolescente dá um nome falso. A polícia descobre e chama Blair, que vai sozinho à delegacia buscar o filho, numa madrugada chuvosa. Pediu desculpas ao povo pelos erros do filho.

Brasília, 2005.
O filho mais velho de Lula, o Fábio Luis Lula da Silva, é descoberto recebendo R$ 5 milhões de uma empresa financiada com dinheiro público. Alega que recebeu a fortuna vendendo sua empresa Gamecorp, de fundo de quintal, que não valia nem um décimo disso. O pai, raivoso, o defende e diz que não admite que envolvam seu filhinho mimado nessa "sujeira". Qual sujeira?

Nova Délhi, 2003.
O primeiro-ministro indiano pretende comprar um avião novo para suas viagens. Adquire um excelente, brasileiríssimo EMB 195, da Embraer, por US$ 10 milhões.

Brasília, 2003.
Lula quer um avião novo para a presidência. Fabricado no Brasil não serve. Como todo novo-rico quer um dos caros, de um consórcio anglo-alemão. Gasta US$ 57 milhões e manda decorar a aeronave de luxo nos EUA.

Colaborou: Elber Viana

10 agosto 2006

Dia dos Pais para os presos. Para os policiais não!

Neste próximo domingo, Dia dos Pais, cerca de 10 mil presos estarão nas ruas graças ao benefício da saída temporária para poder passar o Dia dos Pais fora das prisões paulistas.
Desde hoje, a Justiça - por meio das varas de execuções criminais - começou a conceder o benefício.
A saída provisória, chamada por alguns de indulto e pelos detentos de “saidinha”, está previsto no artigo 122 da LEP (Lei de Execuções Penais). Lei é para ser cumprida? Sim, com certeza. Mas vejamos o que dia o artigo 122: “poderão obter autorização para saída temporária...". Então os condenados ao regime semi-aberto poderão e não deverão, ou seja, é direito prerrogativo da Justiça. Mas e peito para decidir pela não saída? No fim de semana passada, um promotor do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE) comentou que seria contra a saída temporária dos presos. Na segunda-feira, a sede do MPE, no centro da capital, foi atingida por uma bomba, em um dos ataques que marcaram o início da terceira onda de violência em São Paulo em menos de três meses.
Essa crise na segurança pública poderia ser menor se governo agisse preventivamente. A falta de equipamentos (os atuais são poucos e defasados, como viaturas sem manutenção e coletes à prova de bala vencidos, enquanto os criminosos têm fuzis AR-15), a falta de preparo e os salários defasados, estão na raiz das dificuldades da polícia. Como o Estado se mostrou fraco e impotente, o policial fica acuado pela ação governamental que pede que se evite o confronto.
É sempre bom ressaltar que direitos humanos para os policiais nunca são lembrados, nem para os parentes dos policiais mortos em embates, porque “apenas cumpriram seu dever”.
E vamos seguindo pagando um alto preço pela má gestão na segurança pública do estado.

02 agosto 2006

Hiroshima e Nagasaki - O genocídio que o Ocidente esqueceu

Há 61 anos, no dia 8 de agosto de 1945, um piloto americano pintou na fuselagem de seu avião o nome "Enola Gay". Era o nome de sua mãe. Depois, voando sobre o Japão, num belo dia de sol, despejou a bomba atômica que derreteu em 30 segundos cerca de 100 mil pessoas, em Hiroshima. Ele viu com prazer e espanto o cogumelo em chamas se erguendo ao céu e, contente da missão cumprida, voltou à base, sendo que, três dias depois, outro aviãozinho matou mais 100 mil e transformou também Nagasaki num deserto de metal derretido.
Por que esse genocídio não é tão lembrado com o Holocausto que matou milhões de judeus? Terá chocado mais os anos de trabalho nazista do que aquele minuto em que os japoneses foram derretidos por uma gigantesca bola de fogo?
Seria a falta de imagens de trens transportando pessoas para a morte, de prisioneiros famélicos nos campos de concentração ou das pilhas de cadáveres que a máquina nazista produziu?
Realmente o trabalho dos aliados foi extremamente “limpo”, rápido, um verdadeiro um "feito tecnológico", uma "vitória" da ciência.
Os nazistas eram loucos, matavam em nome de um ideal psicótico da busca do homem perfeito, para eles, o ariano. Os japoneses como dizia Trumam em seu diário secreto eram “animais cruéis, obstinados, traidores, fanáticos."
Mas a destruição de Hiroshima e Nagasaki não era "necessária". O Japão estava se rendendo, querendo apenas preservar o imperador Hiroito e a monarquia instituída. A "razão" real era que o presidente e os "falcões" queriam testar o brinquedinho novo. Vamos ao revelador diário de Truman novamente depois do primeiro teste da Bomba "É incrível! É o mais destruidor aparelho já construído pelo homem! No teste, fez uma torre de aço de 60 metros virar um sorvete quente!"
A outra grande "razão" americana para o ataque era a vingança. Os USA tinham de vingar Pearl Harbour. As duas bombas caíram "de surpresa", exatamente como fora o ataque japones, anos antes. Além disso, queriam intimidar a União Soviética e Stalin, pois a guerra fria já assomava no horizonte.
O nome da América não saiu maculado no após a guerra. O da Alemanha ficou marcado para sempre e o do Japão não desperta absolutamente nenhuma lembrança de sua tragédia.

22 julho 2006

Autodefesa ou terrorismo de Estado?

Os recentes ataques promovidos por Israel ao Líbano realizados sob o pretexto de combate ao terrorismo têm vitimado muito mais a população civil do que os integrantes do grupo terrorista Hizbollah. O estopim da violência entre a força militar israelense e o Hizbollah foi o seqüestro de dois soldados de Israel no dia 12 de julho, quando membros do grupo libanês invadiram Israel e levaram os dois reféns, deixando ainda um saldo de oito soldados mortos.
A questão é: isso é autodefesa ou terrorismo de Estado?
Dez dias depois do início das ações israelenses pelo resgate dos dois soldados e fim dos ataques dos foguetes do Hizbollah-, o saldo da violência - desferida por ambos os lados – é devastador: mais de 330 mortos (300 no Líbano), cerca de mil feridos e cidades libanesas inteiras destruídas, sem luz, água e telefone.
O governo israelense justifica seus intensos ataques afirmando que sua “briga” é com o Hizbollah, não com o Líbano. Reconheço que há sim o direito de um país defender seus cidadãos. Mas se as ações de Israel são contra o Hizbollah, que não é um Estado, e o Líbano não está no confronto, porque a população libanesa tem que pagar um preço tão alto?
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, apresentou relatório ao Conselho de Segurança pedindo o "fim imediato das hostilidades" no Líbano e propondo um plano de resolução do conflito que incluiria a libertação dos soldados israelenses, uma conferência internacional sobre o assunto e a criação de uma força de estabilização. Esse relatório foi elaborado após visita de missão de mediação da entidade ao Líbano.
Mas o veto dos Estados Unidos impede que o Conselho exija um cessar-fogo imediato, o que não é nenhuma novidade, pois além de aliado incondicional de Israel, os EUA vêm usando a guerra contra o terrorismo e contra os países membros do que eles chamam de "eixo do mal" para devasta-los. Lembremo-nos da sanha destruidora levada ao Afeganistão e ao Iraque, citando apenas alguns dos mais recentes alvos.
Ficamos então imaginando que governo ou órgão poderia barrar ou ajudar a minimizar os conflitos. Governo com poderio bélico apenas os EUA. Órgão? A União Européia e a Liga Árabe não têm “peito” para isso. A ONU? Esse órgão - há muito - faz um papel figurativo na mediação dos conflitos. Sua prostração permitiu que genocídios acontecessem como na Bósnia, Kossovo, Ruanda e Iraque.
A sede de vingança de Israel nos faz pensar quais seriam os verdadeiros países integrantes do chamado “eixo do mal”.