04 abril 2008

O DOSSIÊ EM RESUMO

1 - O QUE JÁ SE SABIA

Foi montado na Casa Civil um dossiê com despesas sigilosas de FHC, da primeira-dama e de ministros. O documento tem características distintas do Suprim, o sistema oficial que o governo disse estar atualizando para atender ao TCU e a eventuais pedidos da CPI O dossiê As despesas são relacionadas fora de ordem cronológica e há ênfase a gastos com bebidas alcoólicas e outros itens com potencial, em tese, para exploração política "Banco de dados" O Planalto nega tratar-se de um dossiê.

Diz que é um "banco de dados", mas recusa-se a explicar por que a digitação foi feita fora do Suprim e por que ela começou quando o Congresso passou a discutir uma CPI dos Cartões.

2 - O QUE É REVELADO HOJE

O dossiê não se resume às 13 páginas divulgadas até agora ela imprensa. Ele é maior. A Folha obteve os registros de que eles foram produzidos de um computador da Casa Civil a partir de 11 de fevereiro, com anotações e edição que vão além do mero registro de dados do Suprim. Os dados foram separados em pastas.

3 - O QUE FALTA ESCLARECER

Quem, dentro da Casa Civil, vazou o dossiê.

Planilhas com despesas de ex-ministros têm até referência a tapioca da "era tucana"

As novas planilhas do dossiê sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, às quais a Folha teve acesso, possuem subpastas específicas para ex-ministros e fazem referência à tapioca comprada na gestão tucana.

A tapioca está no centro simbólico do escândalo dos gastos dos ministros do governo Lula com cartões corporativos. Na Casa Civil, foi encontrado caso semelhante. Assim como o ministro Orlando Silva (Esporte) gastou R$ 8,30 no cartão numa tapiocaria de Brasília, há no dossiê lançamento de R$ 16, em 9 de maio de 2000, referente à aquisição de pacote de tapioca pelo ecônomo José Ivo de Souza Barbosa.

Há também planilhas individuais para a ex-primeira-dama, identificada só como Ruth, para três ministros do governo passado -Clóvis Carvalho (Casa Civil e Desenvolvimento), Eduardo Jorge (Secretaria Geral) e Arthur Virgílio (Secretaria Geral)- e uma última para a ex-chef do Palácio da Alvorada Roberta Sudbrack.

Do total de 532 lançamentos de despesas, há 230 só com alimentação, a grande maioria de produtos finos, como azeites, café e outros artigos importados. Há 68 lançamentos para bebidas, muitos dos quais vinhos também importados.

Há registros como 24 garrafas de vinho importado comprado na Maison du Vin por R$ 2.144. Numa outra compra de vinho foram gastos R$ 4.825. Há também 1,6 quilo de patê de foie gras importado da França (R$ 185,60), dez charutos, um cortador de charutos e uma caixa de fósforos (R$ 168,90), R$ 1.321 com frutos do mar, além de bacalhau (R$ 505,79) e compras no mercado La Palma, um dos mais caros de Brasília.

Numa coluna de observações há registros como "carnes finas", "champanhe", "vinho do Porto", o que indica que as notas referentes às compras também foram consultadas. Ou seja, preocupação maior do que simplesmente informar as despesas de forma burocrática.

Há também muitos gastos com locação de veículos, roupas e acessórios de vestuário e despesas pouco usuais, como artigos natalinos (uma de R$ 1.008 e outra de R$ 83) "para ser usada no local onde se hospedou o sr. presidente no RJ".

Há também compra de objetos como toucas de banho, óculos de natação e muitos artigos de higiene pessoal, como xampu, sabonetes e barbeadores.

A ex-ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial) foi convidada a pedir demissão após ter vindo a público uma série gastos feitos por ela no cartão corporativo da Presidência que foram considerados irregulares, como uma compra no free shop no valor de R$ 461,16. Ela também não justificou gastos de R$ 22,4 mil, segundo conclusão de uma auditoria da CGU (Controladoria Geral da União).

A maior parte dos gastos de Matilde, assim como os referentes à ex-primeira-dama Ruth Cardoso, foram com locação de veículos. Orlando Silva não chegou a deixar o cargo, mas devolveu por sua própria conta R$ 30 mil até que seus gastos sejam auditados.

No primeiro trimestre deste ano, foram noticiados pela imprensa vários gastos da Presidência com carnes nobres, vinhos e outras bebidas num padrão semelhante aos dados do dossiê referente ao período FHC. Assim como no relatório de 13 páginas revelado anteriormente, as demais planilhas do dossiê não têm uma seqüência de datas ou de padrão.

LEONARDO SOUZA E MARTA SALOMON

Arquivo detalha dossiê da Casa Civil contra FHC

Conjunto de planilhas, com 27 páginas, saiu pronto do Planalto

Organização dos dados sobre gastos da Presidência começou em 11 de fevereiro e seguiu diretriz política, e não lógica administrativa

Cópia de arquivo extraído diretamente da rede de computadores da Casa Civil mostra que o dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, da sua mulher, Ruth, de ministros tucanos e até da chef de cozinha de FHC saiu pronto do Palácio do Planalto.

O documento, a que a Folha teve acesso, afasta a possibilidade de que tenha havido adulteração nos dados arquivados pela Casa Civil que o governo chama de base de dados, feito de forma paralela ao sistema de controle de gastos de suprimento de fundos, o Suprim.

O conjunto das planilhas, com 27 páginas e 532 lançamentos de despesas ao todo, revela que às 15h28 do dia 11 de fevereiro, a Casa Civil começou a lançar nas planilhas dados colhidos de processos de prestações de contas dos gastos de suprimentos de fundos da Presidência entre 1998 e 2002. Os processos foram retirados do arquivo morto, guardado num prédio anexo do Planalto.

O documento digital revela que, no período de uma semana, foram criadas pastas diferentes para 1998, ano em que FHC foi reeleito, e os quatro anos do segundo mandato.

Foram agrupadas separadamente, também, as despesas de Ruth Cardoso, da chef de cozinha Roberta Sudbrack e de dois dos ministros mais poderosos do Planalto na época, Eduardo Jorge (Secretaria Geral da Presidência) e Clóvis Carvalho (Casa Civil e Desenvolvimento), além de Arthur Virgílio, senador tucano que exerceu o cargo de secretário-geral da Presidência.

O documento mostra como estava essa base de dados da Casa Civil até 18 de fevereiro, mais de um mês antes de a revista "Veja" noticiar a existência de um dossiê destinado supostamente a constranger a oposição a Lula no Congresso.

Na data da criação do arquivo ainda não havia sido instalada a CPI dos Cartões, mas a investigação no Congresso de despesas do governo Lula com cartões corporativos tornara-se inevitável. Aliados governistas conseguiriam depois estender as investigações a 1998 e ao segundo mandato de FHC.

A organização dos dados seguiu uma lógica política, e não administrativa. As planilhas, fartas em registros de compras de bebidas alcoólicas, trazem anotações que poderiam orientar os aliados governistas nos trabalhos da CPI.

É identificada também a sigla PR (Presidência da República) na planilha Excel como a empresa onde foi gerado o arquivo. Conforme a Folha revelou na sexta-feira passada, a ordem para a confecção do dossiê foi dada por Erenice Guerra, a número dois da ministra Dilma Rousseff na Casa Civil.

Detalhes do arquivo afastam a possibilidade de montagem a partir de "fragmentos" da base de dados do Planalto.

Anteontem à noite, por meio de nota de sua assessoria, a Casa Civil levantou essa possibilidade como uma nova versão para o caso do dossiê.

"A planilha de 13 páginas, mencionada pelo jornal em suas reportagens, contém informações que constam no banco de dados, como reconhecemos desde o início. No entanto, ela não confere com as nossas nem na seqüência nem na forma de organização das informações. Tal fato sugere a possibilidade de ter sido montada com fragmentos da base de dados", diz a nota.

As pastas do arquivo mostram que não foi mudada nem sequer uma vírgula no relatório de 13 páginas que circulou no Congresso - nem na ordem dos dados nem na organização das informações, com viés claramente político.

Ou seja, o dossiê que chegou às mãos de parlamentares saiu como estava arquivado nos computadores da Casa Civil.

O arquivo registra, nas propriedades do programa Excel, datas e horários de acesso à base de dados do Planalto. Essas informações poderiam ser verificadas por meio de perícia, mas a Casa Civil não admite essa possibilidade.

Desde o início da crise do dossiê, 13 dias atrás, a equipe da ministra Dilma, assim como o ministro da Justiça, Tarso Genro, descartam a possibilidade de a Polícia Federal participar das investigações.

Por ora, elas estão restritas a uma comissão de sindicância composta por três funcionários públicos e que se reporta à Casa Civil, de onde partiu a ordem para montar o banco de dados.

A Casa Civil reconheceu que mandou fazer o banco de dados visando eventuais requerimentos da CPI - que nem estava instalada. Em 20 de fevereiro, dois dias depois da abertura do arquivo do dossiê na Casa Civil, Dilma diria a empresários em um jantar que estava levantando gastos tucanos e que o governo não iria apanhar quieto.

Na versão da Casa Civil, os dados seriam transferidos para o sistema oficial de controle de despesas de suprimento de fundos da Presidência da República, o Suprim.
O governo alegou problemas de ordem tecnológica e a desorganização dos processos de prestação de contas de FHC para justificar a montagem de uma base de dados paralela ao Suprim.

LEONARDO SOUZA
MARTA SALOMON
FOLHA DE S.PAULO

31 março 2008

Nome dos mortos pelo golpe de 64

Nome dos mortos ou desaparecidos durante o golpe de 1964 que completa essa semana 44 anos:

Abelardo Rausch Alcântara

Abílio Clemente Filho

Aderval Alves Coqueiro

Adriano Fonseca Filho

Afonso Henrique Martins Saldanha

Alberi Vieira dos Santos

Albertino José de Oliveira

Alberto Aleixo

Alceri Maria Gomes da Silva

Aldo de Sá Brito Souza Neto

Alex de Paula Xavier Pereira

Alexander José Ibsen Voeroes

Alexandre Vannucchi Leme

Alfeu de Alcântara Monteiro

Almir Custódio de Lima

Aluísio Palhano Pedreira Ferreira

Amaro Luíz de Carvalho

Ana Maria Nacinovic Corrêa

Ana Rosa Kucinski Silva

Anatália de Souza Melo Alves

André Grabois

Ângelo Arroyo

Ângelo Cardoso da Silva

Ângelo Pezzuti da Silva

Antogildo Pacoal Vianna

Antônio Alfredo de Lima

Antônio Benetazzo

Antônio Carlos Bicalho Lana

Antônio Carlos Monteiro Teixeira

Antônio Carlos Nogueira Cabral

Antônio Carlos Silveira Alves

Antônio de Pádua Costa

Antônio dos Três Reis Oliveira

Antônio Ferreira Pinto (Alfaiate)

Antônio Guilherme Ribeiro Ribas

Antônio Henrique Pereira Neto (Padre Henrique)

Antônio Joaquim Machado

Antonio Marcos Pinto de Oliveira

Antônio Raymundo Lucena

Antônio Sérgio de Mattos

Antônio Teodoro de Castro

Ari da Rocha Miranda

Ari de Oliveira Mendes Cunha

Arildo Valadão

Armando Teixeira Frutuoso

Arnaldo Cardoso Rocha

Arno Preis

Ary Abreu Lima da Rosa

Augusto Soares da Cunha

Áurea Eliza Pereira Valadão

Aurora Maria Nascimento Furtado

Avelmar Moreira de Barros

Aylton Adalberto Mortati

Benedito Gonçalves

Benedito Pereira Serra

Bergson Gurjão Farias

Bernardino Saraiva

Boanerges de Souza Massa

Caiuby Alves de Castro

Carlos Alberto Soares de Freitas

Carlos Eduardo Pires Fleury

Carlos Lamarca

Carlos Marighella

Carlos Nicolau Danielli

Carlos Roberto Zanirato

Carlos Schirmer

Carmem Jacomini

Cassimiro Luiz de Freitas

Catarina Abi-Eçab

Célio Augusto Guedes

Celso Gilberto de Oliveira

Chael Charles Schreier

Cilon da Cunha Brun

Ciro Flávio Salasar Oliveira

Cloves Dias Amorim

Custódio Saraiva Neto

Daniel José de Carvalho

Daniel Ribeiro Callado

David Capistrano da Costa

David de Souza Meira

Dênis Casemiro

Dermeval da Silva Pereira

Devanir José de Carvalho

Dilermano Melo Nascimento

Dimas Antônio Casemiro

Dinaelza Soares Santana Coqueiro

Dinalva Oliveira Teixeira

Divino Ferreira de Souza

Divo Fernandes de Oliveira

Djalma Carvalho Maranhão

Dorival Ferreira

Durvalino de Souza

Edgard Aquino Duarte

Edmur Péricles Camargo

Edson Luis de Lima Souto

Edson Neves Quaresma

Edu Barreto Leite

Eduardo Antônio da Fonseca

Eduardo Collen Leite (Bacuri)

Eduardo Collier Filho

Eiraldo Palha Freire

Elmo Corrêa

Elson Costa

Elvaristo Alves da Silva

Emanuel Bezerra dos Santos

Enrique Ernesto Ruggia

Epaminondas Gomes de Oliveira

Eremias Delizoicov

Eudaldo Gomes da Silva

Evaldo Luiz Ferreira de Souza

Ezequias Bezerra da Rocha

Félix Escobar Sobrinho

Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira

Fernando Augusto Valente da Fonseca

Fernando Borges de Paula Ferreira

Fernando da Silva Lembo

Flávio Carvalho Molina

Francisco das Chagas Pereira

Francisco Emanoel Penteado

Francisco José de Oliveira

Francisco Manoel Chaves

Francisco Seiko Okama

Francisco Tenório Júnior

Frederico Eduardo Mayr

Gastone Lúcia Carvalho Beltrão

Gelson Reicher

Geraldo Magela Torres Fernandes da Costa

Gerosina Silva Pereira

Gerson Theodoro de Oliveira

Getúlio de Oliveira Cabral

Gilberto Olímpio Maria

Gildo Macedo Lacerda

Grenaldo de Jesus da Silva

Guido Leão

Guilherme Gomes Lund

Hamilton Fernando da Cunha

Helber José Gomes Goulart

Hélcio Pereira Fortes

Helenira Rezende de Souza Nazareth

Heleny Telles Ferreira Guariba

Hélio Luiz Navarro de Magalhães

Henrique Cintra Ferreira de Ornellas

Higino João Pio

Hiran de Lima Pereira

Hiroaki Torigoe

Honestino Monteiro Guimarães

Iara Iavelberg

Idalísio Soares Aranha Filho

Ieda Santos Delgado

Íris Amaral

Ishiro Nagami

Ísis Dias de Oliveira

Ismael Silva de Jesus

Israel Tavares Roque

Issami Nakamura Okano

Itair José Veloso

Iuri Xavier Pereira

Ivan Mota Dias

Ivan Rocha Aguiar

Jaime Petit da Silva

James Allen da Luz

Jana Moroni Barroso

Jane Vanini

Jarbas Pereira Marques

Jayme Amorim Miranda

Jeová Assis Gomes

João Alfredo Dias

João Antônio Abi-Eçab

João Barcellos Martins

João Batista Franco Drummond

João Batista Rita

João Bosco Penido Burnier (Padre)

João Carlos Cavalcanti Reis

João Carlos Haas Sobrinho

João Domingues da Silva

João Gualberto Calatroni

João Leonardo da Silva Rocha

João Lucas Alves

João Massena Melo

João Mendes Araújo

João Roberto Borges de Souza

Joaquim Alencar de Seixas

Joaquim Câmara Ferreira

Joaquim Pires Cerveira

Joaquinzão

Joel José de Carvalho

Joel Vasconcelos Santos

Joelson Crispim

Jonas José Albuquerque Barros

Jorge Alberto Basso

Jorge Aprígio de Paula

Jorge Leal Gonçalves Pereira

Jorge Oscar Adur (Padre)

José Bartolomeu Rodrigues de Souza

José Campos Barreto

José Carlos Novaes da Mata Machado

José de Oliveira

José de Souza

José Ferreira de Almeida

José Gomes Teixeira

José Guimarães

José Huberto Bronca

José Idésio Brianezi

José Inocêncio Pereira

José Júlio de Araújo

José Lavechia

José Lima Piauhy Dourado

José Manoel da Silva

José Maria Ferreira Araújo

José Maurílio Patrício

José Maximino de Andrade Netto

José Mendes de Sá Roriz

José Milton Barbosa

José Montenegro de Lima

José Porfírio de Souza

José Raimundo da Costa

José Roberto Arantes de Almeida

José Roberto Spiegner

José Roman

José Sabino

José Silton Pinheiro

José Soares dos Santos

José Toledo de Oliveira

José Wilson Lessa Sabag

Juarez Guimarães de Brito

Juarez Rodrigues Coelho

Kleber Lemos da Silva

Labib Elias Abduch

Lauriberto José Reyes

Líbero Giancarlo Castiglia

Lígia Maria Salgado Nóbrega

Lincoln Bicalho Roque

Lincoln Cordeiro Oest

Lourdes Maria Wanderley Pontes

Lourenço Camelo de Mesquita

Lourival de Moura Paulino

Lúcia Maria de Souza

Lucimar Brandão

Lúcio Petit da Silva

Luís Alberto Andrade de Sá e Benevides

Luís Almeida Araújo

Luís Antônio Santa Bárbara

Luís Inácio Maranhão Filho

Luis Paulo da Cruz Nunes

Luiz Affonso Miranda da Costa Rodrigues

Luiz Carlos Almeida

Luiz Eduardo da Rocha Merlino

Luiz Eurico Tejera Lisbôa

Luiz Fogaça Balboni

Luiz Gonzaga dos Santos

Luíz Guilhardini

Luiz Hirata

Luiz José da Cunha

Luiz Renato do Lago Faria

Luiz Renato Pires de Almeida

Luiz Renê Silveira e Silva

Luiz Vieira

Luíza Augusta Garlippe

Lyda Monteiro da Silva

Manoel Aleixo da Silva

Manoel Fiel Filho

Manoel José Mendes Nunes de Abreu

Manoel Lisboa de Moura

Manoel Raimundo Soares

Manoel Rodrigues Ferreira

Manuel Alves de Oliveira

Manuel José Nurchis

Márcio Beck Machado

Marco Antônio Brás de Carvalho

Marco Antônio da Silva Lima

Marco Antônio Dias Batista

Marcos José de Lima

Marcos Nonato Fonseca

Margarida Maria Alves

Maria Ângela Ribeiro

Maria Augusta Thomaz

Maria Auxiliadora Lara Barcelos

Maria Célia Corrêa

Maria Lúcia Petit da Silva

Maria Regina Lobo Leite de Figueiredo

Maria Regina Marcondes Pinto

Mariano Joaquim da Silva

Marilena Villas Boas

Mário Alves de Souza Vieira

Mário de Souza Prata

Maurício Grabois

Maurício Guilherme da Silveira

Merival Araújo

Miguel Pereira dos Santos

Milton Soares de Castro

Míriam Lopes Verbena

Neide Alves dos Santos

Nelson de Souza Kohl

Nelson José de Almeida

Nelson Lima Piauhy Dourado

Nestor Veras

Newton Eduardo de Oliveira

Nilda Carvalho Cunha

Nilton Rosa da Silva (Bonito)

Norberto Armando Habeger

Norberto Nehring

Odijas Carvalho de Souza

Olavo Hansen

Onofre Pinto

Orlando da Silva Rosa Bonfim Júnior

Orlando Momente

Ornalino Cândido da Silva

Orocílio Martins Gonçalves

Osvaldo Orlando da Costa

Otávio Soares da Cunha

Otoniel Campo Barreto

Pauline Reichstul

Paulo César Botelho Massa

Paulo Costa Ribeiro Bastos

Paulo de Tarso Celestino da Silva

Paulo Mendes Rodrigues

Paulo Roberto Pereira Marques

Paulo Stuart Wright

Pedro Alexandrino de Oliveira Filho

Pedro Domiense de Oliveira

Pedro Inácio de Araújo

Pedro Jerônimo de Souza

Pedro Matias de Oliveira (Pedro Carretel)

Pedro Ventura Felipe de Araújo Pomar

Péricles Gusmão Régis

Raimundo Eduardo da Silva

Raimundo Ferreira Lima

Raimundo Gonçalves Figueiredo

Raimundo Nonato Paz

Ramires Maranhão do Vale

Ranúsia Alves Rodrigues

Raul Amaro Nin Ferreira

Reinaldo Silveira Pimenta

Roberto Cieto

Roberto Macarini

Roberto Rascardo Rodrigues

Rodolfo de Carvalho Troiano

Ronaldo Mouth Queiroz

Rosalindo Souza

Rubens Beirodt Paiva

Rui Osvaldo Aguiar Pftzenreuter

Ruy Carlos Vieira Berbert

Ruy Frazão Soares

Santo Dias da Silva

Sebastião Gomes da Silva

Sérgio Correia

Sérgio Landulfo Furtado

Severino Elias de Melo

Severino Viana Colon

Sidney Fix Marques dos Santos

Silvano Soares dos Santos

Soledad Barret Viedma

Sônia Maria Lopes de Moraes Angel Jones

Stuart Edgar Angel Jones

Suely Yumiko Kanayama

Telma Regina Cordeiro Corrêa

Therezinha Viana de Assis

Thomaz Antônio da Silva Meirelles Neto

Tito de Alencar Lima (Frei Tito)

Tobias Pereira Júnior

Túlio Roberto Cardoso Quintiliano

Uirassu de Assis Batista

Umberto Albuquerque Câmara Neto

Valdir Sales Saboya

Vandick Reidner Pereira Coqueiro

Victor Carlos Ramos

Virgílio Gomes da Silva

Vítor Luíz Papandreu

Vitorino Alves Moitinho

Vladimir Herzog

Walkíria Afonso Costa

Walter de Souza Ribeiro

Walter Kenneth Nelson Fleury

Walter Ribeiro Novaes

Wânio José de Mattos

Wilson Silva

Wilson Souza Pinheiro

Wilton Ferreira

Yoshitane Fujimori

Zuleika Angel Jones


Fonte: Desaparecidorpoliticos.org.br

Biografias no site fonte. A sua liberdade de opinião custou a vida deles.

13 março 2008

Pentágono admite que não existiam laços entre Saddam e al-Qaeda

A suposta ligação foi o argumento usado por George W. Bush para invadir o Iraque.

Os militares limitaram a distribuição do estudo, disponível apenas por encomenda.

Um amplo estudo do Pentágono, publicado com extrema discrição, confirmou a inexistência de vínculos diretos entre o ex-ditador iraquiano Saddam Hussein e a rede al-Qaeda, pretexto que foi utilizado pelo presidente George W. Bush para justificar a invasão ao Iraque.

Os militares americanos limitaram a distribuição desse estudo, disponível apenas por encomenda e enviado pelo correio, ao invés de divulgá-lo na internet.

Cinco anos depois do início da guerra no Iraque, o relatório, baseado na análise de 600 mil documentos oficiais iraquianos e milhares de horas de interrogatórios de ex-colaboradores do ex-governante iraquiano, "não encontrou qualquer conexão direta no Iraque entre Saddam e al-Qaeda."

Outros informes, dirigidos pela comissão investigadora dos ataques de 11 de setembro de 2001 ou pelos serviços do inspetor-geral do Pentágono em 2007, haviam chegado à mesma conclusão, mas nenhum dos estudos anteriores havia tido acesso a tantas informações.

Segundo um resumo do novo estudo do Pentágono, que pode ser lido num link no site do canal ABC, Saddam Hussein apoiava grupos terroristas e o terrorismo de estado havia se tornado uma rotina útil para manter seu poder, mas "os alvos privilegiados deste terror de Estado eram os cidadãos iraquianos."

Fontes: AFP / G1

Um breve comentário:

Junte-se esta notícia aos seguintes fatos: o Iraque não fabricava armas químicas como alegava os EUA e a execução sumária de Saddam Hussein, além, é claro, da destruição do Iraque - com a consequente morte de milhares de civis iraquianos e, também, de soldados americanos e de países aliados, teríamos elementos suficientes para que o Tribunal Internacional de Haia (Tribunal Internacional de Justiça ou Corte Internacional de Justiça) levasse à julgamento George W. Bush e seu séquito de vendedores de armas e negociantes de petróleo. Lamentavelmente sabemos que nada disso acontecerá.

31 dezembro 2007

23 dezembro 2007

Retrospectiva 2007


Dois mil e sete foi o ano em que um avião saiu da pista de Congonhas, em São Paulo, durante o pouso, cruzou a avenida Washington Luís pelo alto e se chocou com um prédio. Cento e noventa e nove pessoas morreram no pior acidente aéreo da história do Brasil. (ao lado, você pode ver a primeira notícia sobre o acidente na edição do Jornal Nacional de 17 de julho de 2007). Também em São Paulo, um canteiro de obras do Metrô desabou e provocou a morte sete pessoas.

Entre nós, o Papa alertou aos traficantes que eles terão de “prestar contas a Deus” e, diante dos nossos olhos, policiais e traficantes acertaram as contas em confrontos abertos nas telas - sob a ótica de um certo Capitão Nascimento - e nas grandes cidades. Neste ano que se encerra, o Brasil deu adeus a um menino, João Hélio, arrastado por sete quilômetros nas ruas do Rio.

De Brasília a Bali, foram ainda 12 meses em que cientistas, artistas, políticos e até um urso polar de Berlim não deixaram ninguém esquecer que o mundo continuou a esquentar.


Veja abaixo mais informações divididas por tema.

Fonte: G1

Retrospectiva 2007: Brasil

O ano de 2007 chega ao fim marcado por mais uma tragédia na aviação brasileira. Depois do avião da Gol que caiu em Mato Grosso, em setembro de 2006, deixando 154 mortos, o país assistiu estarrecido a mais um desastre aéreo, desta vez bem no meio da cidade de São Paulo. Em 17 de julho, um avião da TAM não conseguiu pousar no Aeroporto de Congonhas e bateu em um prédio da própria empresa, deixando 199 mortos.

Já no início do ano, a cidade de São Paulo parou para acompanhar a retirada de um microônibus e a busca por vítimas na cratera que se abriu em uma obra do Metrô. Sete pessoas morreram. Um choque de trens no subúrbio do Rio, em agosto, deixou oito mortos e pelo menos 101 pessoas feridas.

A morte do menino João Hélio, arrastado por um carro dirigido por criminosos em fuga no subúrbio do Rio, chocou o país no início de 2007 e motivou uma série de manifestações contra a violência.

Principais destaques de 2007:

ACIDENTE DA TAM

O acidente com um Airbus A320 da TAM matou 199 pessoas. Entre as vítimas, passageiros do avião e pessoas que estavam no prédio contra o qual a aeronave se chocou, na Avenida Washington Luís, na Zona Sul de São Paulo. O acidente ocorreu logo após uma tentativa de pouso no Aeroporto de Congonhas, no dia 17 de julho de 2007. A aeronave havia partido de Porto Alegre. O acidente foi o maior da aviação comercial no país e motivou várias mudanças na malha aérea.

Assista a reportagem

CRATERA DO METRÔ

Sete pessoas morreram em um desabamento em 12 de janeiro de 2007, em meio às obras da Linha 4 do Metrô de São Paulo. O acidente fez com que surgisse uma cratera de 80 metros de diâmetro no local onde será a futura Estação Pinheiros, na Marginal Pinheiros, Zona Oeste da cidade. Entre as vítimas estavam pessoas que passavam pela região, além do motorista e do cobrador de um ônibus. O resgate dos corpos demorou 13 dias e exigiu esforços de especialistas dos bombeiros e o uso de cães farejadores.

Assista a reportagem

MORTE DE JOÃO HÉLIO

Na noite do dia 7 de fevereiro, Rosa Cristina Fernandes voltava para casa com os filhos Aline, 14, e João Hélio, 6, quando foi abordada por homens armados que roubaram seu carro, no subúrbio do Rio. Antes que a mãe tirasse João Hélio do carro, os assaltantes arrancaram. Preso do lado de fora, o menino foi arrastado por 7 km. Dos cinco criminosos, quatro, maiores, ainda aguardam julgamento. Um menor cumpre medida sócio-educativa de internação.

Assista a reportagem

CHOQUE DE TRENS

Oito pessoas morreram e 101 ficaram feridas no choque entre dois trens no dia 30 de agosto em Austin, Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Os trens se chocaram num entrocamento de duas linhas, no momento em que um deles trocava de linha.

Retrospectiva 2007: Mundo

Cercados de muita polêmica, bilhões de dólares em petróleo e até atos de violência, os governos de esquerda na América Latina foram os grandes destaques da imprensa internacional em 2007. O venezuelano Hugo Chávez tentou mudar a Constituição do país e aprovar a reeleição ilimitada, mas perdeu no voto popular. E após envolver-se em uma discussão com o rei da Espanha, ouviu a frase que marcou o ano: "Por que você não se cala?".

O presidente boliviano, Evo Morales, também causou polêmica com sua proposta de mudar a Constituição -e deixou o país dividido. Na Argentina, tomou posse Cristina Kirchner, a primeira presidente do sexo feminino a ser eleita pelo voto popular.

Mas foi uma garotinha de quatro anos de idade que comoveu o mundo em 2007: Madeleine McCann, a menina britânica desaparecida desde o dia 3 de maio. Sua busca levou a uma mobilização jamais vista, em que artistas, jogadores de futebol e famosos de todos os quilates cederam sua imagem gratuitamente. Seu paradeiro segue um mistério.

Principais destaques de 2007:

HAMAS TOMA GAZA E DIVIDE PALESTINA

O Hamas declarou vitória sobre seus rivais da Fatah em 14 de junho, afirmando que a tomada de um importante complexo de segurança da facção palestina significava a "libertação" de Gaza.

Embora forças leis ao presidente Mahmoud Abbas permaneçam em outras três importantes bases na Faixa de Gaza, incluindo o complexo presidencial, o Hamas declarou vitória de suas forças.


ATIRADOR MATA 32 EM UNIVERSIDADE AMERICANA

Trinta e três pessoas foram mortas a tiros no dia 16 de abril, incluindo o suspeito de ser o autor dos ataques, em um tiroteio na Universidade Virginia Tech

O ataque teve repercussão nos quatro cantos do mundo e foi o pior em um campus na história dos Estados Unidos.

Assista a reportagem

Chávez perde o referendo na Venezuela

Numa votação extremamente disputada, a população venezuelana rejeitou a reforma constitucional proposta pelo presidente Hugo Chávez , no referendo realizado em 2 de dezembro.

O Conselho Nacional Eleitoral anunciou os resultados durante a madrugada, mais de 8 horas depois do fechamento das seções eleitorais.


Fonte: G1

Retrospectiva 2007: Política

Em 2007, três ministros deixaram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: Silas Rondeau, do Ministério de Minas e Energia, Waldir Pires, da Defesa, e Walfrido dos Mares Guia, das Relações Institucionais.

No Congresso, o governo teve que lidar com CPIs sobre a crise aérea na Câmara e no Senado, com uma onda de denúncias contra o então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e com a derrota na tentativa de prorrogar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

No Judiciário, o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou a denúncia da Procuradoria da República sobre o mensalão. Outro ‘mensalão’ chegou à Justiça: um esquema que teria ocorrido em Minas Gerais. Os tribunais superiores também ocuparam o noticiário com decisões que colocaram limites às trocas de partido.

Principais destaques de 2007:

AS DENÚNCIAS CONTRA O SENADOR RENAN CALHEIROS
Durante quase seis meses, o Senado viveu uma crise envolvendo o então presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele foi alvo de seis processos no Conselho de Ética. Por duas vezes, o plenário do Senado absolveu Renan e preservou seu mandato. Em dezembro, renunciou à Presidência do Senado.

Assista a reportagem

JUDICIÁRIO DEFINE REGRAS PARA FIDELIDADE PARTIDÁRIA

O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alternaram-se na tarefa de definir regras para a troca de partido. A discussão começou quando o TSE decidiu que mandatos de deputados e vereadores pertencem aos partidos, e não aos eleitos. Em outubro, coube ao STF definir a partir de quando valeria a regra. Em seguida, o TSE ampliou a decisão para prefeito, governador, senador e presidente da República.


STF ABRE PROCESSO CONTRA 40 POR ENVOLVIMENTO NO MENSALÃO

Em agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra os 40 denunciados no esquema do mensalão. Entre os réus, nomes que fizeram parte da cúpula do governo e do PT, como o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex-presidente do partido José Genoino, personagens centrais do escândalo, como o publicitário Marcos Valério e o deputado cassado e presidente do PTB Roberto Jefferson.


Outro fato que marcou o ano

01/01/2007 - Lula toma posse para o segundo mandato

Fonte: G1

Retrospectiva 2007: Economia e Negócios

O ano de 2007 deve ficar marcado como um dos melhores para a economia brasileira, com a expansão do crédito, do setor imobiliário e os recordes da Bolsa de Valores. Por outro lado, a crise do mercado imobiliário dos EUA surgiu como ameaça que pode atrapalhar o Brasil no momento em que o país começa a crescer de forma mais vigorosa.

Entre as empresas, a Petrobras dominou o noticiário, tanto pelas novas descobertas e aquisições como pela crise do gás natural na Bolívia. Também teve fim a crise da Varig, mesmo em ano ruim para o setor aéreo, com o fim da BRA, apesar dos milhares de brasileiros que viajaram para aproveitar o dólar baixo no exterior.

Para o governo, o ano que começou com o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) termina com a derrubada da CPMF pelo Senado.


Principais destaques de 2007:

CRISE DA BOLHA IMOBILIÁRIA NOS EUA

A crise no mercado imobiliário dos EUA afetou o desempenho das bolsas de valores em todo o mundo neste ano e trouxe incertezas ao mercado financeiro. Há dúvidas sobre como essa crise afetará a maior economia mundial pelos próximos anos e quais serão os reflexos no Brasil.


DISPUTA SOBRE O GÁS NATURAL ENTRE A PETROBRAS E A BOLÍVIA

Desde que o governo boliviano nacionalizou o gás e o petróleo, a Petrobras vem travando uma disputa com o país. O presidente Evo Morales começou o ano arrancando um reajuste no preço do gás. Meses depois, também obrigou a empresa brasileira a vender ao governo boliviano suas duas refinarias no país.



SENADO REJEITA PROPOSTA QUE PRORROGA A CPMF E IMPOSTO ACABA ESTE ANO

O Senado rejeitou no dia 13 de dezembro a proposta de prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011. Com esse resultado, a incidência da CPMF sobre as movimentações financeiras termina em 31 de dezembro deste ano.


Fonte: G1

Retrospectiva 2007: Pop & Arte

No mundo pop, 2007 foi definitivamente “o ano Harry Potter”. O bruxinho deixou a inocência para trás (em todos os sentidos) e retornou mais sombrio tanto nos cinemas, com “Harry Potter e a Ordem da Fênix”, quanto nas livrarias, com “Harry Potter e as insígnias da morte”, sétimo e derradeiro romance da série. Ainda no clima de despedidas, Sandy e Junior e Los Hermanos anunciaram separações – ou “hiato por tempo indeterminado”, como preferiram os integrantes da banda carioca.

Fora de cena (musical) há um bom tempo, a cantora Britney Spears promoveu o seu retorno de modo constragedor, com direito a bebedeiras, cabeça raspada, surra em paparazzo e uma briga judicial pela guarda dos filhos. Também foram parar na Justiça a patricinha Paris Hilton e o cantor Roberto Carlos, que moveu ação para tirar das estantes a biografia não-autorizada “Roberto Carlos em Detalhes”.

E, por fim, não dá para falar em caso de polícia sem lembrar de “Tropa de elite”. Maior fenômeno cultural do país no ano, o filme de José Padilha tomou de assalto as salas de cinema, as banquinhas de camelôs, a internet e até as casas de suíngue em 2007. E, em 2008, tem tudo para “pegar geral” também no exterior.

Principais destaques de 2007:

2007: O ANO HARRY POTTER

Lançado em julho sob enorme expectativa, o livro "Harry Potter e as insígnias da morte", sétimo e último da série, encerrou um ciclo na vida do bruxo adolescente criado pela britânica J.K. Rowling - e dos milhões de leitores em todo o mundo que acompanhavam a saga. Mas a "pottermania" esteve longe de acabar, graças ao lançamento do quinto filme da série, de um novo romance da autora e de uma polêmica - e surpreendente - declaração sobre a sexualidade de Dumbledore.
O FURACÃO 'TROPA DE ELITE'

A história de um atormentado capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais, grupo de elite da polícia do Rio de Janeiro, encontrou reflexo em todos os setores da sociedade brasileira e fez de "Tropa de elite" não só o filme nacional mais visto do ano mas também um dos mais elogiados pela crítica. Estrelado por Wagner Moura e dirigido por José Padilha (de "Ônibus 174"), o longa levantou discussões em todo o país sobre a violência urbana e a relação da classe média com o mundo da contravenção.

O ADEUS A PAULO AUTRAN

No dia 12 de outubro, o Brasil perdeu um de seus maiores atores: Paulo Autran. Ele estava com 85 anos e há anos vinha lutando contra um câncer no pulmão agravado pelo cigarro. Mesmo debilitado Autran continuou trabalhando até pouco antes de ser internado. Sua última peça foi "O avarento", sob direção de Felipe Hirsch. Diversos nomes da televisão e do teatro brasileiro prestaram homenagem ao ator.
Fonte: G1

Retrospectiva 2007: Tecnologia e Games

O universo tecnológico teve um ano rico, se consideradas todas as áreas que apresentaram novidades. O ano começou com o lançamento do Windows Vista, da Microsoft, para usuários domésticos. A Apple também estreou seu novo sistema operacional (o Mac OS X 10.5, ou Leopard), mas ganhou mesmo destaque com o iPhone, que chegou às lojas dos EUA em junho e ganhou o título de invenção do ano concedido pela revista "Time".

O ano foi intenso para as redes sociais, que travaram uma batalha pela conquista dos usuários e acabaram se unindo na criação de uma plataforma única para a criação de aplicativos, o OpenSocial. Este foi o ano do Wii, que liderou as vendas de consoles e popularizou os games entre usuários casuais. Também em 2007 o Brasil viu a estréia da TV digital, um marco na forma de produzir, transmitir e assistir à televisão. E na área de inclusão digital, dezembro teve a última etapa do projeto "Um Computador por Aluno", para definir o laptop popular a ser adotado por escolas públicas em 2008.

Principais destaques de 2007:

NINTENDO VOLTA À DIANTEIRA COM O WII

Em seu primeiro ano de mercado, o Wii apresentou uma nova forma de jogar e causou reviravolta no setor. Em números, o Wii superou as vendas dos consoles concorrentes e recolocou a Nintendo como líder do setor de games, depois de anos do reinado Sony. Vendido por US$ 250, o console da Nintendo abriu vantagem diante de Xbox 360 (cerca de US$ 350, lançado em 2005) e PlayStation 3 (US$ 500). Lançado em novembro de 2006, o Wii atingiu a marca de 16 milhões de unidades vendidas no mundo.

IPHONE: CELULAR DA APPLE VIRA SONHO DE CONSUMO

O telefone celular multimídia da Apple foi lançado nos Estados Unidos no dia 29 de junho, levando milhares de pessoas às filas. Em setembro, a Apple anunciou ter vendido 1 milhão de aparelhos e também reduziu o preço do modelo de 8 GB (de US$ 600 para US$ 400), abandonando a produção do iPhone de 4 GB. O celular multimídia apareceu em novembro na capa da revista "Time" como a invenção do ano e também iniciou sua expansão para outros mercados, chegando a diversos países da Europa.


TV DIGITAL DE ALTA DEFINIÇÃO ESTRÉIA NO BRASIL

O dia 2 de dezembro teve o início das transmissões digitais na Grande São Paulo, marcando uma nova era na forma de produzir, transmitir e assistir à televisão. A estréia transmitida pelas redes de televisão aberta teve os discursos de Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil, Hélio Costa, ministro das Comunicações, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também foram mostradas imagens de programas importantes na história da TV no Brasil. Neste primeiro momento, o principal impacto da novidade é a alta definição de imagens e de som.

Fonte: G1

Retrospectiva 2007: Ciência e Saúde

É difícil achar quem não diga que 2007 foi o ano do aquecimento global. Não que grandes descobertas tenham sido feitas sobre esse tema no ano que passou. Muito pelo contrário, aliás, tudo que se ouviu sobre o assunto já era sabido havia anos pelos especialistas. Mas, desta feita, uma coisa realmente mudou: as pessoas começaram a prestar atenção e levar isso a sério. Desde o momento em que o presidente americano George W. Bush declarou guerra ao Protocolo de Kyoto, em 2001, nunca a tal "mudança climática" ficou tanto em evidência.
O sucesso de "marketing" da comunidade científica começou em 2 de fevereiro, quando o IPCC (Painel Intergovernamental para Mudança Climática, da ONU) apresentou a primeira parte de seu mais recente - e aterrador - relatório sobre as conseqüências do aquecimento global. A coroação do sucesso dos cientistas ao comunicar suas descobertas ocorreu em 12 de outubro, com a escolha do IPCC e do político americano Al Gore para o Prêmio Nobel da Paz de 2007. Apesar disso tudo, no plano da política, nada mudou. A conferência da ONU realizada em Bali, na Indonésia, em dezembro, sofreu sabotagem da delegação americana e fez muito pouco para atingir um consenso internacional no acordo que será o sucessor de Kyoto no combate à mudança climática.

Principais destaques de 2007:


O PRIMEIRO MUNDO HABITÁVEL FORA DO SISTEMA SOLAR

Era mais uma estrela comum, como tantas que existem em nossa Via Láctea. Mas ao redor dela havia o maior tesouro já encontrado pelos astrônomos: um planeta tão parecido com a Terra que poderia até mesmo abrigar vida. Essa conclusão espetacular foi à que chegou o grupo liderado pelo astrônomo Michel Mayor, do Observatório de Genebra, em anúncio feito em 24 de abril. E eles esperam que muitos mundos tão interessantes quanto esse sejam descobertos nos próximos anos.


24/04/2007 Grupo acha planeta extra-solar habitável
25/04/2007 "Acharemos gêmeo da Terra", diz astrônomo


MACACOS CLONADOS: A UM PASSO DA CLONAGEM HUMANA

Uma equipe americana conseguiu, ao extrair células de um macaco reso adulto, produzir com elas um embrião com o mesmo código genético do doador celular - um clone. Nunca antes um animal tão próximo do ser humano havia sido clonado. Mas os cientistas tranquilizam a todos: o embrião foi usado apenas para obter células-tronco embrionárias; não foi implantado num útero, onde poderia dar origem ao primeiro experimento bem-sucedido de clonagem reprodutiva de primatas.


Saiba mais:

14/11/2007 Cientistas fazem clone de macaco pela primeira vez


CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS, SEM EMBRIÕES

A maior controvérsia científica hoje é a que envolve o uso de células-tronco embrionárias em pesquisa. Isso porque é preciso destruir embriões para obtê-las. Mas dois grupos de cientistas, nos EUA e no Japão, parecem ter descoberto um meio de fazer o bolo e comê-lo também: conseguiram "reprogramar" células da pele de adultos para se comportar como embrionárias. Se for realmente tão bom quanto parece, o avanço poderá acabar de vez com o uso de embriões em pesquisa.


Saiba mais:

16 dezembro 2007

Niemeyer, 100 anos

O arquiteto Oscar Niemeyer completou cem anos neste sábado (15) no Rio de Janeiro e fez uma festa na Casa das Canoas, projetada por ele e recentemente tombada pelo Iphan (Instituto Nacional do Patrimônio Histórico Nacional).

Niemeyer se tornou um símbolo da arquitetura moderna brasileira e deixou suas marcas nas principais cidades do país: São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Rio de Janeiro e arredores.

Brasília abriga, talvez, o conjunto de obras projetadas pelo arquiteto de maior expressão na mídia. Segundo a urbanista Raquel Rolnik, que morou na cidade, Niemeyer foi bem sucedido lá ao trabalhar com a linha do horizonte e estabelecer uma comunicação efetiva com a paisagem natural do Brasil central. Rolnik levanta tal característica como uma das grandes vantagens da arquitetura de Niemeyer, independentemente do local.

Comprometido com suas idéia, Niemeyer possui uma linha política de esquerda anunciada e bem definida há diversas décadas. Ele chegou a ter de se exilar nos anos 60, devido a ascensão dos militares ao poder no Brasil.

Clique aqui e conheça a cronologia do arquiteto.

Uma homenagem



Fonte de apoio: Folha de S.Paulo

Fim da CPMF

No dia primeiro de janeiro, não haverá mais CPMF. O governo calcula que deixará de recolher R$40 bilhões.
O fim da CPMF pode significar um ganho equivalente a cerca de 2% na renda do trabalhador e baratear o crédito. Fundamental, também, é a questão da credibilidade: até quando o "provisório" imposto para melhorar a saúde iria perdurar com seus recursos sendo direcionados para outras finalidades?
Chegou ao fim mais um engodo que já vinha de governos anteriores.

06 dezembro 2007

Exame do Conselho Regional de Medicina em SP tem 56% de reprovação

Mais da metade dos estudantes de sexto ano de medicina que participaram do exame do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) este ano foi reprovada.

Realizada pelo terceiro ano consecutivo, a avaliação ainda tem caráter experimental é não é obrigatória para o exercício da profissão, como o "Exame da Ordem", da OAB.

Participaram do teste 833 alunos, de um universo de aproximadamente 2.300 estudantes de sexto ano de faculdades paulistas. Dentre os inscritos, 44% foram aprovados. Em 2006, o índice de aprovação foi de 62% e, em 2005, de 69%."

Os resultados mostram uma piora grave e crescente na qualidade do ensino de medicina no Estado", comenta Henrique Carlos Gonçalves, presidente do Cremesp.

Os piores desempenhos, segundo ele, foram nas questões relacionadas a ginecologia, obstetrícia e pediatria.Atualmente existem 31 escolas médicas em atividade no Estado, oito delas abertas de 2002 a 2007.

Nota do Autor: Mais importante que o Exame da OAB é este para os formados em medicina. Esse índice de reprovação só corrobora as queixas da população com relação à pouca atenção dada por alguns profissionais e até graves erros por eles cometidos.

05 dezembro 2007

O Congresso ladeira abaixo


O senador Renan Calheiros arrancou do plenário do Senado a segunda absolvição da acusação de quebra do decoro parlamentar. Foram 48 votos pela absolvição, 29 a favor da cassação e quatro abstenções.

O placar foi, dessa vez, ainda mais generoso do que o que fora registrado em 12 de setembro, dia em que o senador escalou o cadafalso pela primeira: 35 votos pela cassação, 40 pela absolvição e seis abstenções.

Cumpriu-se, assim, o roteiro do acordo celebrado nos subterrâneos entre Renan e o governo. O placar elástico indica que o senador obteve votos também de senadores dos oposicionistas PSDB e DEM. Mas foram os votos do PMDB e do PT que asseguraram o perdão concedido ao senador.

Imagem do Congresso

A insistência com que o Congresso freqüenta o noticiário como uma instituição em que o retrocesso prevalece sobre o progresso, tem o seu preço. Pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira (4) informa que 45% dos eleitores consideram o Legislativo brasileiro ruim ou péssimo. Só 13% avaliam o trabalho de deputados e senadores como ótimo ou bom.

Em março de 2007, o mesmo Datafolha trouxera à luz pesquisa em que o naco da população que avaliava o Congresso como ruim ou péssimo era de 30%. A menção negativa escalou 15 pontos percentuais num período que coincide com a descoberta das estripulias do senador Renan Calheiros.

No curto intervalo de dez meses, o percentual dos que consideram o Congresso regular despencou de 46% para 37%. E o índice dos que vêem o Parlamento como ótimo ou bom caiu de 16% para 13%. Nesta terça-feira, às 15h, o plenário do Senado reúne-se para julgar, pela segunda vez, o presidente licenciado da Casa.

Fonte e imagem: Folha de S.Paulo